O esporte mundial amanheceu de luto nesta sexta-feira (17). Morreu, aos 68 anos, o ex-jogador de basquete Oscar Schmidt, conhecido eternamente como “Mão Santa”. Internado em São Paulo, o maior ídolo da modalidade no Brasil deixa um legado histórico dentro e fora das quadras.
Dono de números impressionantes, Oscar é reconhecido como o maior pontuador extraoficial da história do basquete, com 49.737 pontos ao longo da carreira. Mais do que as estatísticas, sua trajetória ficou marcada pela decisão emblemática de recusar a oportunidade de atuar na NBA para seguir defendendo, com paixão, a camisa da Seleção Brasileira.
Entre seus feitos mais memoráveis está a atuação decisiva na conquista histórica do Brasil sobre os Estados Unidos nos Jogos Pan-Americanos de Pan de Indianápolis 1987, resultado que entrou para a galeria dos maiores momentos do esporte nacional. Ao longo da carreira, também representou o país em cinco edições dos Jogos Olímpicos e teve passagens vitoriosas por clubes do Brasil e da Europa.
O reconhecimento internacional veio com sua inclusão no seleto Hall da Fama do Basquete, consolidando seu nome entre os maiores de todos os tempos.
Fora das quadras, Oscar demonstrou a mesma determinação que o consagrou como atleta. Desde 2011, enfrentava um tumor cerebral com coragem, transformando sua batalha em exemplo de superação e inspiração para fãs e atletas.
Com sua partida, o basquete se despede de seu maior artilheiro. O Brasil, por sua vez, perde um de seus heróis mais dedicados — um símbolo de talento, paixão e amor incondicional ao esporte.








