Antes de tudo, a vitória por 3 a 0 sobre o Haiti trouxe tranquilidade para a Seleção Brasileira na Copa do Mundo, mas o placar elástico não foi suficiente para esconder problemas que podem custar caro nas fases decisivas. Apesar do domínio e da liderança do Grupo C, o desempenho da equipe de Carlo Ancelotti deixou sinais preocupantes, especialmente pela fragilidade defensiva e pela queda de intensidade diante de um dos adversários mais modestos do torneio.
Brasil vence, mas atuação levanta dúvidas para sequência da Copa
Após a estreia decepcionante diante do Marrocos, a Seleção entrou em campo na Filadélfia determinada a responder. Com Danilo e Matheus Cunha entre os titulares, o Brasil assumiu o controle da partida desde os primeiros minutos, embora encontrasse um Haiti bem postado defensivamente e disposto a usar forte marcação para equilibrar as ações.
O primeiro gol saiu apenas após um lance polêmico. Matheus Cunha aproveitou rebote de Johny Placide e abriu o placar, mas o atacante brasileiro cometeu falta no defensor haitiano na disputa da bola. Nem a arbitragem de campo, nem o VAR recomendaram revisão, validando o lance que mudou completamente o cenário do confronto.
Com a vantagem no marcador, o Haiti precisou abandonar a postura excessivamente defensiva, abrindo espaços para a velocidade brasileira. Em uma jogada iniciada por Lucas Paquetá, Vinícius Júnior serviu Matheus Cunha, que acertou belo chute para marcar o segundo. Pouco antes do intervalo, novamente Paquetá apareceu como protagonista ao lançar Vini Jr., que completou para fazer 3 a 0.
Paquetá e Vini Jr. se destacam em noite de recuperação
Entre os poucos destaques individuais, Lucas Paquetá e Vinícius Júnior foram os jogadores que mais conseguiram desequilibrar. O meia participou diretamente das jogadas que originaram os dois últimos gols, enquanto o camisa 10 voltou a apresentar movimentação e intensidade que não haviam aparecido na estreia.
Já Matheus Cunha aproveitou a oportunidade dada por Ancelotti e balançou as redes duas vezes, sendo decisivo na construção da vitória brasileira.
Defesa exposta preocupa comissão técnica
Apesar da superioridade técnica, a Seleção voltou a apresentar falhas sem a bola. As laterais mostraram pouca velocidade na recomposição e os volantes tiveram dificuldades para cobrir os espaços deixados pelos avanços ofensivos. O resultado foi uma equipe excessivamente exposta, permitindo que o Haiti chegasse com frequência ao setor ofensivo no segundo tempo.
Mesmo com o placar confortável, o Brasil reduziu o ritmo, recuou suas linhas e passou a sofrer pressão. Em uma cobrança de escanteio, Alisson precisou fazer sua primeira grande defesa na Copa do Mundo, evitando o gol haitiano com uma intervenção espetacular em cabeçada à queima-roupa.
Carlo Ancelotti promoveu alterações, colocando Endrick, Gabriel Martinelli e outros jogadores, mas a equipe seguiu sem intensidade e sem conseguir transformar a superioridade em goleada.
Casemiro melhora mas a defesa ainda continua exposta
Se Paquetá esteve entre os melhores, Casemiro e Bruno Guimarães mais uma vez ficaram abaixo do esperado. Os volantes apresentaram baixo aproveitamento na distribuição de jogo, Casemiro acabou acertando apenas um dos cinco lançamentos longos tentados e somente seis dos onze passes curtos após a linha de meio campo, no entanto o volante se saiu bem na recuperação de bolas, foram 13 posses de bola recuperadas pelo jogador, já na recomposição defensiva Bruno Guimarães teve dificuldades na proteção da defesa, setor que segue como uma das maiores preocupações da comissão técnica. Bruno Guimarães foi o segundo jogador mais lento da partida com sprint final superior apenas ao do goleiro Alisson.
Liderança do Grupo C não elimina alerta para o mata-mata
O triunfo colocou o Brasil na liderança do Grupo C e deixou a classificação muito próxima. Entretanto, a atuação mostra que a Seleção ainda está distante do nível exigido para enfrentar adversários mais organizados.
Os espaços concedidos, a queda de intensidade e a falta de consistência defensiva são problemas que podem ser explorados por equipes mais fortes. Caso confirme a classificação, o Brasil pode ter Portugal como adversário logo no primeiro mata-mata, um cenário que exige evolução imediata.
Se o placar trouxe alívio após a estreia irregular, o desempenho diante do Haiti mostrou que a equipe de Carlo Ancelotti ainda precisa corrigir muitos detalhes para sonhar com o hexacampeonato. O 3 a 0 foi convincente no resultado, mas deixou mais perguntas do que respostas para a sequência da Copa do Mundo.
Escalação do Brasil

4-3-3
Gol: Alisson;
Defesa: Marquinhos e Gabriel Magalhães; Douglas Santos e Danilo;
Meio Campo: Casemiro, Bruno Guimarães e Paquetá
Ataque: Raphinha, Vinicius Júnior e Matheus Cunha;
Técnico: Carlo Ancelotti (ITA);
Escalação do Haiti

5-4-1
Gol: Placide;
Defesa: Experience e Arcus, Delcroix, DUverne e Ade;
Meio Campo: Providence, Bellegarde, Jean Jacques e Casimir;
Ataque: Pierrot;
Técnico: Sebastien Migne (FRA)
Detalhes
📅 16/06/2026;
🕐 21:30 horário de Brasília;
🗺️ Lincoln Financial Field – Filadélfia – Estados Unidos;
🚩 Arbitro: A. Hernandez (ESP)
🚩Assistentes:
🚩Var:








