A Espanha escreveu mais um capítulo inesquecível em sua história no futebol ao derrotar a Argentina por 1 a 0, neste domingo (19), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, e conquistar o título da Copa do Mundo de 2026. O gol decisivo foi marcado por Ferran Torres, já no segundo tempo da prorrogação, garantindo a segunda estrela de La Roja, 16 anos após o primeiro título mundial conquistado na África do Sul.
Com uma atuação dominante do início ao fim, a seleção comandada por um meio-campo impecável praticamente não deu chances à atual campeã mundial. A Argentina terminou a decisão sem acertar uma única finalização no gol defendido pelos espanhóis, reflexo da superioridade da equipe europeia durante os 120 minutos.
Espanha confirma campanha impecável e conquista o mundo com futebol coletivo
O bicampeonato coroou uma campanha quase perfeita da Espanha. Em oito partidas disputadas na Copa do Mundo de 2026, La Roja sofreu apenas um gol, jamais esteve em desvantagem no placar e confirmou a força de um elenco baseado no jogo coletivo, na posse de bola e na intensidade.
Diferentemente de outras edições marcadas por grandes protagonistas individuais, o título espanhol foi construído pela consistência tática e pelo equilíbrio entre todos os setores da equipe.
Rodri domina o meio-campo e anula Lionel Messi
Grande destaque da final, Rodri foi o cérebro da seleção espanhola. O volante controlou completamente o setor central, neutralizou as principais ações de Lionel Messi e comandou o ritmo da partida do início ao fim.
Os números comprovam sua atuação de gala:
- 116 passes realizados;
- 95% de aproveitamento nos passes;
- 8 divididas vencidas em 10 disputadas;
- 3 desarmes certos em 4 tentativas;
- Melhor jogador da final, com nota 8,7.
A superioridade espanhola passou diretamente pelo domínio exercido por Rodri, que praticamente impediu a Argentina de construir jogadas ofensivas durante toda a decisão.

Dibu Martínez evita derrota ainda maior
Se a Argentina conseguiu levar a decisão para a prorrogação, muito se deve ao goleiro Emiliano “Dibu” Martínez.
O arqueiro argentino realizou nada menos que 11 defesas difíceis, evitando que a Espanha construísse uma vantagem ainda durante o tempo regulamentar. Mesmo com a grande atuação individual, o goleiro não conseguiu impedir o gol de Ferran Torres na etapa final da prorrogação.
Expulsão de Enzo Fernández facilita domínio espanhol
O momento mais delicado da Argentina aconteceu no fim do tempo normal. Enzo Fernández recebeu cartão vermelho após uma entrada imprudente e deixou a Albiceleste com um jogador a menos justamente quando a equipe tentava resistir à pressão espanhola.
A expulsão permitiu que La Roja aumentasse ainda mais o controle da posse de bola, administrasse o jogo com tranquilidade e criasse diversas oportunidades até chegar ao gol do título.
Lesão de Lisandro Martínez preocupa ainda no primeiro tempo
Os argentinos já haviam sofrido um duro golpe antes mesmo do intervalo.
Aos 43 minutos da primeira etapa, o zagueiro Lisandro Martínez sentiu a coxa e precisou ser substituído. Nicolás Otamendi entrou em seu lugar para formar dupla de defesa com Cristian Romero.
A troca representou a 14ª substituição por lesão ainda no primeiro tempo durante toda a Copa do Mundo de 2026 e obrigou Lionel Scaloni a reorganizar o sistema defensivo logo na decisão.
De Iniesta para Ferran Torres: nova geração repete roteiro histórico
O gol que garantiu o bicampeonato espanhol trouxe lembranças da conquista de 2010.
Na final disputada contra a Holanda, Cesc Fàbregas encontrou Andrés Iniesta, que marcou na prorrogação para conquistar o primeiro Mundial da Espanha.
Agora, em 2026, Nico Williams desviou de cabeça para Ferran Torres finalizar com categoria e repetir o roteiro histórico: novamente um gol na prorrogação, novamente uma final decidida no tempo extra e novamente a Espanha levantando a taça.
Messi encerra trajetória em Copas com vice-campeonato
A final também marcou uma despedida amarga para Lionel Messi em Mundiais.
Depois de uma excelente campanha até a semifinal, o camisa 10 teve atuação discreta diante da forte marcação espanhola e pouco conseguiu produzir ofensivamente.
Além do vice-campeonato, Messi ainda viu Kylian Mbappé ultrapassá-lo na artilharia histórica das Copas do Mundo.
Argentina iguala Alemanha em número de vice-campeonatos
Com a derrota, a Argentina perdeu sua quarta decisão em sete finais disputadas, igualando a Alemanha como a seleção com mais vice-campeonatos na história da Copa do Mundo.
Mesmo permanecendo com três títulos mundiais (1978, 1986 e 2022), a Albiceleste deixou escapar a oportunidade de conquistar o tetracampeonato.
Espanha sobe no ranking histórico dos campeões mundiais
Com o título de 2026, a Espanha alcançou sua segunda conquista mundial e passou a dividir a quinta colocação entre as maiores campeãs da história ao lado de França e Uruguai.
O resultado também ampliou a vantagem das seleções europeias sobre as sul-americanas em títulos mundiais: agora são 13 conquistas da Europa contra 10 da América do Sul.
Além disso, nas finais disputadas entre seleções dos dois continentes, os sul-americanos seguem em vantagem, mas o placar diminuiu para 8 a 4.

Ranking dos maiores campeões da Copa do Mundo
- Brasil – 5 títulos (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002)
- Alemanha – 4 títulos (1954, 1974, 1990 e 2014)
- Itália – 4 títulos (1934, 1938, 1982 e 2006)
- Argentina – 3 títulos (1978, 1986 e 2022)
- Espanha – 2 títulos (2010 e 2026)
- França – 2 títulos (1998 e 2018)
- Uruguai – 2 títulos (1930 e 1950)
- Inglaterra – 1 título (1966)
Com uma campanha consistente, defesa praticamente intransponível e um meio-campo dominante liderado por Rodri, a Espanha confirmou seu lugar entre as grandes potências do futebol mundial. O bicampeonato consolida uma geração que aliou qualidade técnica, disciplina tática e eficiência para conquistar a Copa do Mundo de 2026 de forma incontestável.








