A Seleção Brasileira iniciou o novo ciclo sob o comando de Carlo Ancelotti com um tropeço diante da Austrália. Em um amistoso marcado por dificuldades na criação e pouca eficiência ofensiva, o Brasil precisou dos acréscimos para evitar uma derrota. Rayan, de cabeça, marcou no último lance e garantiu o empate por 1 a 1.
A partida também serviu como primeiro teste da equipe pensando no ciclo para a Copa do Mundo de 2030. Apesar da promessa de reformulação, Ancelotti manteve boa parte da base que esteve no último Mundial. A principal novidade entre os titulares foi Matheusinho, enquanto outras mudanças aconteceram ao longo da partida.
Brasil mostra pouca criatividade e sofre para controlar o jogo
O início da partida expôs algumas das dificuldades que acompanharam a Seleção durante o confronto. Aos seis minutos, Irankunda arriscou de fora da área e obrigou Hugo Souza a trabalhar. O goleiro brasileiro fez boa defesa e mandou a bola para escanteio.
A partir dos 15 minutos, porém, o Brasil passou a ter maior iniciativa e conseguiu assumir o controle territorial da partida. Aos 22, Danilo Santos lançou Raphinha em profundidade. O atacante percebeu o goleiro australiano adiantado e tentou encobri-lo de cabeça, mas a finalização saiu sem força.
Pouco depois, aos 25, Estêvão levou a jogada para o meio e arriscou de longa distância, mas não conseguiu levar perigo.
A melhor sequência brasileira na primeira etapa aconteceu aos 34 minutos. Depois de uma excelente reposição de Hugo Souza, Estêvão acelerou o contra-ataque e acionou Vini Jr., que não conseguiu concluir. Na sequência da jogada, o atacante do Real Madrid encontrou Raphinha dentro da área. O jogador do Barcelona finalizou, mas parou em boa defesa do goleiro Beach.
Aos 45 minutos, o Brasil chegou a balançar as redes. Endrick recuperou a bola no campo de defesa australiano e Estêvão ficou com a posse. O jovem atacante fez a jogada individual e marcou. Entretanto, o VAR revisou o lance e apontou falta de Bruno Guimarães no início da construção da jogada. O gol foi anulado.
Austrália sai na frente e Rayan salva o Brasil no fim
Carlo Ancelotti voltou para o segundo tempo sem alterações, buscando dar mais tempo de jogo à formação inicial e melhorar o entrosamento entre os jogadores. A Austrália também manteve a mesma equipe.
O Brasil continuou pressionando nos primeiros minutos da etapa final e criou duas oportunidades com Estêvão antes dos cinco minutos. Aos 16, Vini Jr. encontrou Raphinha livre pelo meio. O atacante avançou até a área e finalizou rente à trave australiana.
Três minutos depois, Estêvão recebeu em boas condições dentro da área, mas errou a finalização e desperdiçou mais uma oportunidade.
Quando o Brasil parecia mais próximo de abrir o placar, a Austrália foi mais eficiente. Aos 22 minutos, Irankunda cobrou falta e colocou os donos da casa em vantagem.
Com o resultado adverso, Ancelotti começou a promover mudanças e rodou o elenco. Pedro, Samuel Lino, Rayan, Mauro Júnior e Jair Cunha entraram em campo. Mesmo com a desvantagem no placar, a Seleção voltou a ocupar o campo ofensivo e passou a pressionar em busca do empate.
A insistência brasileira finalmente foi recompensada no último lance da partida. Raphinha cobrou escanteio e encontrou Rayan dentro da área. O atacante subiu mais alto que a defesa australiana e cabeceou para o fundo das redes, evitando uma derrota no primeiro compromisso do novo ciclo.
Novo ciclo começa com dúvidas para Ancelotti
O empate mantém o Brasil invicto no primeiro compromisso da nova fase, mas a atuação deixou pontos para serem corrigidos por Carlo Ancelotti.
A equipe apresentou dificuldades para controlar a posse de bola, teve pouca criatividade pelo meio e encontrou nas jogadas pelos lados uma das principais alternativas ofensivas. O excesso de verticalização também ficou evidente durante boa parte do confronto.
Além disso, a falta de entrosamento entre os jogadores pesou. Embora a proposta seja iniciar uma renovação pensando no Mundial de 2030, a escalação ainda apresentou várias caras conhecidas da última Copa do Mundo.
Matheusinho foi a principal novidade entre os titulares, enquanto Rayan apareceu como uma das alternativas utilizadas por Ancelotti no segundo tempo e acabou sendo decisivo.
O próximo compromisso será mais uma oportunidade para o treinador testar novas peças, buscar maior equilíbrio no meio-campo e encontrar uma identidade para a Seleção Brasileira neste início de ciclo.








