Confronto entre Uberlândia e Mamoré teve agressões físicas, objetos arremessados, vestiário depredado e pode provocar mudanças na definição dos finalistas.
Uma confusão generalizada marcou a semifinal do Campeonato Mineiro Sub-20 da 2ª Divisão. O confronto entre Uberlândia e Mamoré terminou com 51 pessoas expulsas, após uma briga envolvendo jogadores e integrantes das comissões técnicas. Dentro de campo, o Mamoré venceu por 3 a 1.
Segundo a súmula assinada pelo árbitro Fernando Patrick Drosghic Modesto, foram 22 expulsões pelo lado do Uberlândia e outras 29 do Mamoré. Desse total, 48 cartões vermelhos foram aplicados em decorrência das agressões registradas nos minutos finais.
O tumulto começou aos 54 minutos do segundo tempo, após o terceiro gol do Mamoré. Durante a comemoração, Davi Fernandes Bittencourt teria provocado o banco de reservas adversário e proferido ofensas. Na sequência, o preparador de goleiros do Uberlândia, Paulo Sérgio Dias dos Santos, invadiu o gramado e empurrou o jogador.
A situação saiu rapidamente do controle. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram socos, pontapés, empurrões e objetos, como macas e cadeiras, sendo arremessados. Conforme a arbitragem, seis gandulas também participaram das agressões.
Diante da dimensão do confronto, o árbitro não conseguiu apresentar os cartões vermelhos durante a partida, encerrando o jogo e registrando as expulsões posteriormente na súmula.
As outras três expulsões ocorreram em situações distintas. Luike, do Uberlândia, recebeu o segundo amarelo por atingir um adversário com o braço. João Henrique, do Mamoré, foi expulso por ofensas ao árbitro. Já Netinho, do Uberlândia, recebeu vermelho direto após dar um soco no abdômen do goleiro adversário.
Vestiário depredado e prejuízos ao estádio
A violência também deixou prejuízos fora do gramado. Segundo boletim de ocorrência registrado pela Fundação Uberlandense do Turismo, Esporte e Lazer (FUTEL), o vestiário visitante foi vandalizado.
Entre os danos estão 14 portas destruídas, banheiros quebrados e estragos em bancos, vidros, fiações, banheiras de hidromassagem, macas e mesas.
A Polícia Militar precisou acompanhar a saída da delegação do Mamoré. A FUTEL registrou os prejuízos e solicitou o ressarcimento dos danos ao patrimônio público.
FMF avalia alternativas para definir os finalistas
O episódio criou um impasse para a Federação Mineira de Futebol (FMF), já que as expulsões podem comprometer a realização da partida de volta.
Entre as possibilidades discutidas estão a eliminação das duas equipes por WO, a convocação de clubes eliminados nas quartas de final ou a definição de Aymorés e Villa Nova como finalistas.
O Mamoré solicitou a exclusão do Uberlândia da competição. Já o clube do Triângulo Mineiro anunciou que prestará esclarecimentos em coletiva marcada para esta quarta-feira (4).
A expectativa é que a FMF apresente uma definição sobre o futuro da semifinal após o episódio, que transformou uma disputa por vaga na final em um dos casos mais graves de violência do futebol mineiro.








