A goleada do Flamengo por 4 a 0 sobre o Atlético Mineiro, na Arena MRV, segue repercutindo não apenas pelo placar, mas também por um lance específico envolvendo Cuello e Plata que gerou debate entre torcedores e especialistas.
O árbitro Bidão Pereira, com mais de oito anos de experiência na arbitragem e em fase final de formação pela Federação Goiana de Futebol, analisou o episódio e foi categórico ao afirmar que não houve infração na jogada.
Segundo o árbitro, o lance deve ser interpretado como um toque de mão acidental, o que, pelas regras atuais do futebol, não caracteriza falta. Ele destacou que a proximidade entre os jogadores foi determinante para a análise.

“É uma mão acidental, não deliberada. O atleta está em disputa direta, muito próximo do adversário, sem tempo de reação. A bola ainda desvia em outro jogador antes de tocar no braço”, explicou.
Bidão também ressaltou que a posição do braço era natural para o movimento do corpo, outro fator relevante na interpretação da regra. Além disso, ele apontou que a trajetória da bola não indicava risco imediato de gol.
“A bola estava indo para fora. Em lances assim, dificilmente se marca infração. Só haveria penalidade caso esse toque impedisse diretamente um gol, como em cima da linha”, completou.
Com o uso do VAR, situações como essa têm sido analisadas com maior rigor, mas o árbitro alertou que nem sempre a tecnologia elimina as interpretações equivocadas.
Para ele, o lance em questão é um dos mais simples de avaliar dentro das diretrizes atuais da arbitragem.
“Não tem como marcar pênalti nesse tipo de jogada. É um caso claro de bola na mão sem infração”, concluiu.
O episódio reforça como a interpretação da regra de mão continua sendo um dos temas mais debatidos no futebol, mesmo com o auxílio da tecnologia.








