O jiu-jitsu entrou na vida de Pedro Henrique Macedo Santos por uma necessidade de saúde. Hoje, aos 21 anos, o atleta conhecido como “Pedrão” acumula conquistas, títulos e objetivos cada vez maiores dentro da modalidade, consolidando uma trajetória marcada pela superação e pela dedicação aos tatames.
Além de atuar como técnico em enfermagem, profissão que exerce atualmente, Pedrão encontrou nas artes marciais um caminho que mudou completamente sua vida. Sua história no jiu-jitsu começou em 2015, quando tinha apenas nove anos de idade e treinava na academia do mestre Rogério Dias Santos, o “Pelé”, localizada na região do Maracanã, em Montes Claros.
Na época, a preocupação da família era grande. Pedro enfrentava problemas relacionados à obesidade infantil e chegou a apresentar colesterol elevado. Em busca de alternativas para melhorar sua qualidade de vida, os familiares encontraram no jiu-jitsu uma oportunidade para incentivar a prática esportiva.
“O objetivo inicial era apenas emagrecer. Eu não conhecia nada da modalidade e apanhei bastante nos primeiros treinos, mas continuei me dedicando”, relembra o atleta.
O esforço logo trouxe resultados. Ainda naquele ano, ao completar dez anos, conquistou sua primeira graduação, a faixa amarela, iniciando uma caminhada que seguiria por muitos anos.
Pausa nos treinos e retorno durante a pandemia
Com a mudança de escola e o aumento das responsabilidades acadêmicas, Pedro precisou interromper temporariamente os treinamentos para priorizar os estudos. Mesmo longe dos tatames, manteve o vínculo com o esporte por meio do futebol e do flag football, modalidade inspirada no futebol americano.
Anos depois, durante o período da pandemia, a paixão pelas lutas voltou a falar mais alto. Aos 15 anos, passou a acompanhar vídeos de combates, especialmente do UFC, enquanto realizava atividades físicas em casa para manter o condicionamento.
Quando as restrições esportivas começaram a ser flexibilizadas em Montes Claros, ele procurou novamente seu antigo mestre para retomar os treinos.
“Conversei com o mestre Pelé e disse que queria voltar. Fui muito bem recebido e comecei a treinar novamente com a equipe”, conta.
A decisão marcou uma virada importante em sua carreira. Aos 16 anos, conquistou a faixa azul e iniciou sua participação em competições locais, despertando um desejo cada vez maior de disputar campeonatos e buscar resultados expressivos.
Evolução nas graduações e crescimento nas competições




Com o passar dos anos, Pedrão seguiu evoluindo tecnicamente, conquistando as faixas roxa e, posteriormente, marrom, graduação que ostenta atualmente. Paralelamente, intensificou sua rotina competitiva, acumulando experiências importantes em torneios regionais e estaduais.
Entre todos os campeonatos disputados, um deles ocupa lugar especial em sua memória: o Open CBJJ Recife.
Segundo o atleta, a competição foi um divisor de águas em sua carreira por reunir competidores de alto nível e ter reconhecimento internacional dentro da modalidade.
“O Open CBJJ Recife foi o campeonato que mais me marcou. É uma competição muito cobiçada pelos praticantes de jiu-jitsu. Depois dele, voltei com novas visões, metas e objetivos para minha carreira”, destaca.
Vitória recente reforça sonho de se tornar campeão

O momento atual é de motivação renovada. A conquista no Fight MOC 8, um dos principais eventos da região, aumentou ainda mais a confiança do lutador e fortaleceu sua determinação para os próximos desafios.
A vitória recente serviu como combustível para manter vivo o sonho que nasceu ainda na adolescência: tornar-se um grande campeão no jiu-jitsu.
Entre plantões na área da saúde e intensos treinamentos, Pedrão segue construindo sua história nos tatames, mostrando que disciplina, persistência e dedicação podem transformar obstáculos em conquistas.
O garoto que iniciou no esporte para combater a obesidade hoje é faixa marrom, competidor ativo e um dos nomes em ascensão no jiu-jitsu montes-clarense, mantendo o foco em voos ainda mais altos dentro da modalidade.








