A vitória da Seleção Brasileira por 2 a 1 sobre o Egito, neste sábado (6), no Huntington Bank Field, em Cleveland, serviu como o último ensaio antes da estreia na Copa do Mundo e deixou evidente a identidade que começa a ser construída por Carlo Ancelotti. Com uma proposta mais pragmática, organizada defensivamente e apostando em transições rápidas, o Brasil confirmou o triunfo e mostrou evolução em relação aos compromissos anteriores.
Logo nos primeiros minutos, a equipe brasileira demonstrou intensidade na marcação e eficiência na pressão alta. A estratégia deu resultado quando Bruno Guimarães recuperou a posse ainda no campo ofensivo e finalizou com categoria para abrir o placar.
Apesar do domínio inicial, a Seleção sofreu um revés importante ainda na etapa inicial. O lateral-direito Wesley sentiu uma lesão na virilha, precisou ser substituído por Danilo e deixou o gramado visivelmente emocionado. A situação acende um alerta na comissão técnica a poucos dias do início do Mundial.
Quando o Brasil parecia ter o controle total da partida, um erro na saída de bola de Marquinhos permitiu que Zico aproveitasse a oportunidade para empatar para os egípcios, esfriando o bom momento brasileiro antes do intervalo.
Pressão alta foi a principal arma brasileira
Os dois gols da equipe comandada por Ancelotti nasceram de uma mesma característica: a pressão intensa sobre a construção adversária. No primeiro lance, Bruno Guimarães aproveitou a recuperação de bola próxima à área. Já no segundo tempo, Douglas Santos desarmou o rival, Raphinha avançou pela direita e cruzou na medida para Endrick balançar as redes e recolocar o Brasil em vantagem.
A atuação coletiva foi determinante para o sucesso da estratégia. O encaixe de marcação impediu a saída limpa do Egito durante boa parte da partida, permitindo que a Seleção criasse oportunidades em sequência.
Mesmo antes do empate egípcio, o placar poderia ter sido mais amplo. Igor Thiago desperdiçou duas grandes chances, enquanto Vinícius Júnior também teve oportunidade clara para ampliar.
Endrick aproveita oportunidade e decide o amistoso
Assim como ocorreu no amistoso anterior, Carlo Ancelotti promoveu mudanças em massa no intervalo. A equipe reserva respondeu rapidamente e precisou de poucos minutos para reassumir a liderança no marcador.
O destaque ficou por conta de Endrick, que mostrou oportunismo e eficiência ao converter a principal oportunidade que teve. O jovem atacante voltou a demonstrar personalidade e reforçou sua candidatura a um papel importante durante a Copa do Mundo.
Apesar da vantagem restabelecida, o segundo tempo teve menos brilho ofensivo. Nomes que vinham se destacando recentemente, como Danilo Santos e Luiz Henrique, apresentaram desempenho mais discreto. Já Rayan, uma das atrações da goleada sobre o Panamá, sequer foi utilizado.
Nos minutos finais, o Brasil reduziu o ritmo, administrou a posse de bola e controlou as ações sem sofrer grandes ameaças defensivas.
Olho na estreia do Mundial
Com o resultado positivo, a Seleção encerra sua preparação para a Copa do Mundo transmitindo uma imagem de maior organização tática e maturidade competitiva. Embora ainda existam ajustes a serem feitos, especialmente nas finalizações e na concentração defensiva, a equipe chega ao torneio demonstrando evolução sob o comando de Carlo Ancelotti.
A estreia brasileira acontece no próximo sábado (13), diante do Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, às 19h (horário de Brasília). O Brasil integra o Grupo C, que também conta com Haiti e Escócia.
Já o Egito inicia sua caminhada no Mundial em 15 de junho, contra a Bélgica, pelo Grupo G, que ainda reúne Irã e Nova Zelândia.








